Romper o LCA sem sentir dor pode atrasar o diagnóstico correto
Nem toda ruptura do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) provoca dor intensa ou impede a pessoa de continuar sua rotina. Em muitos casos, após os primeiros dias da lesão, o desconforto diminui e o paciente volta a caminhar, trabalhar e até praticar algumas atividades físicas normalmente.
Esse cenário pode transmitir a falsa impressão de que o joelho está recuperado. No entanto, a ausência de dor não significa que o ligamento voltou a exercer sua função.
O LCA é responsável por controlar movimentos importantes da articulação e evitar que a tíbia deslize excessivamente em relação ao fêmur. Quando ele rompe, o joelho pode perder estabilidade, principalmente em atividades que envolvem mudanças rápidas de direção, giros ou desacelerações.
Com o passar do tempo, essa instabilidade pode favorecer lesões no menisco, aumentar a sobrecarga sobre a cartilagem e contribuir para o desenvolvimento de artrose.
Isso significa que toda ruptura do LCA deve ser operada? Não.
A indicação depende de uma análise individualizada, considerando fatores como idade, profissão, prática esportiva, grau de instabilidade, lesões associadas e expectativas do paciente.
Em algumas situações, o tratamento conservador com fisioterapia e fortalecimento muscular pode proporcionar excelente controle funcional. Em outras, principalmente quando há episódios frequentes de falseio ou desejo de retornar a esportes de alta demanda, a reconstrução ligamentar pode ser a opção mais indicada.
Segundo o Dr. Arthur Rodrigues – Ortopedista Especialista em Cirurgia de Joelho em Goiânia, o tratamento deve ser baseado no funcionamento do joelho e não apenas na presença ou ausência de dor. Uma avaliação especializada permite identificar os riscos e definir a melhor estratégia para preservar a articulação no longo prazo.



