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PRP na artrose do joelho: para quem pode ajudar e quais são os limites do tratamento

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O Plasma Rico em Plaquetas, conhecido como PRP, passou a ter uso regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina para algumas condições osteomusculares, entre elas a osteoartrite do joelho.

A novidade aumentou o interesse pelo procedimento, mas também trouxe um problema: a ideia equivocada de que o PRP seria capaz de curar a artrose ou regenerar completamente uma cartilagem já perdida.

Dr. Mauro Júnior, ortopedista especialista em cirurgia do joelho e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ), explica que o tratamento precisa ser entendido dentro de seus reais objetivos.

O PRP é produzido a partir do sangue do próprio paciente. Depois da coleta, o material passa por um processo de centrifugação, que separa seus componentes e permite obter uma concentração maior de plaquetas.

Essas plaquetas carregam fatores de crescimento e citocinas envolvidos em diferentes processos biológicos, inclusive na modulação da inflamação dentro da articulação.

Por isso, a quantidade e as características das plaquetas obtidas podem influenciar a qualidade do material utilizado no procedimento.

Mas existe um ponto fundamental: o PRP não faz uma cartilagem completamente destruída voltar a existir.

A proposta é atuar principalmente no ambiente articular, ajudando no controle da inflamação, na redução dos sintomas e na melhora da função do joelho em pacientes que ainda apresentam condições favoráveis para esse tipo de tratamento.

Segundo Dr. Mauro Júnior, pacientes com artrose leve a moderada, incluindo casos selecionados até o grau 3, costumam estar entre aqueles que podem apresentar melhor resposta.

Por outro lado, quando o joelho já apresenta grande deformidade, bloqueio articular ou perda importante da capacidade de dobrar e estender, talvez o PRP não seja a alternativa mais adequada.

Outro ponto importante é que o resultado não costuma ser imediato.

A melhora pode surgir progressivamente ao longo de aproximadamente 30 a 60 dias após a aplicação.

Nesse período, fisioterapia, fortalecimento muscular e redução temporária de exercícios de impacto fazem parte do tratamento. A infiltração, sozinha, não substitui o processo de reabilitação.

Em alguns casos, Dr. Mauro Júnior também utiliza a associação do PRP com ácido hialurônico como parte da estratégia terapêutica, sempre de acordo com as características de cada paciente.

Também é fundamental alinhar as expectativas antes do procedimento.

Tratamentos de maior valor financeiro podem gerar a expectativa de um resultado completo, mas nem sempre eliminar 100% da dor é possível.

Para Dr. Mauro Júnior, uma redução importante dos sintomas, em torno de 60% a 70% em determinados pacientes, já pode representar um resultado bastante relevante, principalmente quando vem acompanhada de melhora da mobilidade e da qualidade de vida.

O PRP pode ser uma ferramenta útil no tratamento da artrose do joelho, mas sua indicação depende do estágio da doença, das condições da articulação e dos objetivos de cada paciente.

Antes de realizar o procedimento, procure avaliação com um especialista em joelho para entender se essa realmente é uma opção adequada para o seu caso.

Dr. Mauro Júnior Ortopedista Especialista em Cirurgia de Joelho em Goiânia

Acesse o site: https://drmaurojunior.com.br

Dr. Mauro Júnior Ortopedista Especialista em Cirurgia de Joelho em Goiânia

Dr. Mauro Júnior Rodrigues - CRM 21731 RQE 14060 Ortopedista Especialista em Cirurgia de Joelho / Atendimento: Ortotrauma Samaritano – Rua 237, Qd. 49, Lt. 07, N° 51, St. Coimbra, Goiânia, Go, Whatsapp: (62) 98207-4076 | IOG – Instituto Ortopédico de Goiânia: Rua T-27, Nº 819, St. Bueno, Goiânia, GO, Whatsapp: (62) 99605-1682 | Hospital de Acidentados – Av. Paranaíba, N° 652, St. Central, Goiânia, Go, Whatsapp: (62) 99808-5629

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