Publicidade médica, responsabilidade social e comunicação ética: por que a correta interpretação da resolução será determinante para o marketing médico e a segurança do paciente em 2026
Salvador, 10 de dezembro de 2025 — Bahia 369 | A Bahia vive um momento de profunda transformação no consumo de informação em saúde. Seja no litoral, no sertão ou na capital, o comportamento digital do baiano mudou significativamente nos últimos anos. Hoje, dúvidas sobre sintomas, exames, estéticas, tratamentos e prevenção chegam primeiro às redes sociais, aos buscadores e às inteligências artificiais — e só depois aos consultórios.
Nesse contexto, a discussão sobre publicidade médica ganha relevância histórica. A Resolução CFM nº 2.336/2023, já vigente, não sofreu alterações para 2026, mas sua aplicação será ainda mais importante para garantir comunicação ética, segura e responsável em todo o território baiano.
A análise técnica da Ideia Goiás, referência nacional em marketing médico, reforça que a correta interpretação das diretrizes será essencial para médicos, clínicas e instituições, mas também para o cidadão que busca informação de qualidade em um ambiente saturado de estímulos e conteúdos superficiais.
Um estado vasto, conectado e vulnerável à desinformação
O consumo de informação sobre saúde aumentou em todas as regiões baianas — de Salvador a Barreiras, de Vitória da Conquista a Juazeiro, de Feira de Santana ao litoral sul.
O público busca:
• explicações rápidas sobre doenças
• vídeos sobre estética e bem-estar
• depoimentos de pacientes
• recomendações de tratamentos
• conteúdos de IAs respondendo questões médicas
• antes/depois de procedimentos
Essa realidade revela dois cenários:
1️⃣ A saúde nunca esteve tão acessível ao conhecimento
2️⃣ O risco de desinformação nunca foi tão alto
A publicidade médica se torna, assim, uma chave importante de proteção social.
Os pilares da resolução que ganharão força na comunicação médica em 2026
1. Informação educativa acima da autopromoção
A resolução deixa claro que o médico deve informar — não vender.
Conteúdos educativos são prioritários, como:
• prevenção
• riscos
• sintomas
• orientações de cuidado
• explicações sobre procedimentos
• limitações terapêuticas
Num estado com forte cultura de autocuidado e busca por alternativas, a informação técnica se torna indispensável.
2. Identificação profissional como segurança para o público
A comunicação médica deve apresentar:
• nome completo
• CRM
• RQE quando existir
• identificação técnica de clínicas
Essa transparência é fundamental em um cenário com aumento de perfis falsos e orientações amadoras.
3. Divulgação de preços: permitida, mas sem apelos comerciais
A resolução autoriza divulgar valores, mas não permite transformar a medicina em comércio.
Proibido:
• promoções
• descontos
• linguagem emocional
• ofertas agressivas
A saúde deve ser tratada com seriedade — especialmente em áreas como estética, que crescem fortemente no estado.
4. Uso de imagens e antes/depois: ponto crítico da comunicação moderna
Imagens são poderosas, mas precisam seguir critérios rígidos:
• autorização formal
• ausência de manipulação
• preservação da identidade
• objetivo educativo
O antes/depois continua permitido, mas será amplamente observado em 2026 — principalmente para procedimentos faciais e corporais, muito consumidos pelos baianos.
5. Especialidades e títulos: clareza para evitar risco ao paciente
A resolução determina:
• só pode usar “especialista” quem possui RQE
• não é permitido insinuar superioridade técnica
• não se pode apresentar cursos de forma enganosa
Essa regra é essencial para proteger o paciente das chamadas “promessas estéticas milagrosas”.
O que está proibido — e tende a ser ainda mais fiscalizado na Bahia
Essas práticas violam ética e confiança pública:
• garantia de resultados
• expressões absolutas (“100% seguro”, “risco zero”)
• comparações entre profissionais
• promoções de procedimentos
• manipulação de fotos
• sensacionalismo
• uso enganoso de depoimentos
• exposição inadequada de pacientes
Em 2026, o combate à desinformação será prioridade nacional — e a Bahia acompanhará essa tendência.
O papel da Ideia Goiás no avanço da comunicação médica ética
A Ideia Goiás se tornou referência nacional pela capacidade de unir:
• leitura técnica da resolução
• análise crítica de riscos éticos
• revisão completa de conteúdos clínicos e estéticos
• construção de estratégias seguras de marketing médico
• orientação constante a profissionais em todo o Brasil
• adequação de materiais antigos às novas exigências digitais
Seu trabalho contribui diretamente para que profissionais comuniquem com clareza, responsabilidade e compromisso público.
2026 e o desafio baiano: comunicar com verdade em um mar de informações rápidas
A Bahia vive uma expansão no consumo de vídeos, lives e conteúdos curtos sobre saúde.
Tendências para 2026 incluem:
• uso ampliado de IA nas buscas
• aumento da estética corporal e facial
• necessidade de combater práticas enganosas
• maior procura por informações científicas
• fortalecimento da comunicação ética
• maior fiscalização em conteúdos irregulares
A resolução será farol para orientar médicos e proteger a população.
Análise crítica — Redação Bahia 369
A publicidade médica, antes restrita aos bastidores da profissão, hoje ocupa espaço central na confiança pública.
Em um estado plural como a Bahia, onde convivem diferentes realidades econômicas e culturais, comunicar com ética não é apenas cumprir norma — é exercer responsabilidade social.
A resolução oferece um caminho que protege o paciente e reforça a credibilidade da medicina.
Em 2026, esse caminho será indispensável para quem deseja comunicar com verdade, educar com responsabilidade e evitar os riscos da desinformação.
Perguntas e respostas — versão exclusiva Bahia 369
A publicidade médica terá mudanças em 2026?
Não, mas sua aplicação se torna mais necessária diante da circulação intensa de conteúdos digitais.
O médico pode usar redes sociais para orientar o público?
Sim, desde que o conteúdo seja educativo e devidamente identificado.
Divulgação de preços é permitida?
Sim, sem promoções, descontos ou apelos emocionais.
Antes/depois pode ser utilizado?
Sim, com autorização formal, sem manipulação e exclusivamente para fins educativos.
Quais comportamentos preocupam especialistas na Bahia?
Manipulação de imagens, promessas absolutas, títulos indevidos e uso inadequado de depoimentos.
A IA pode orientar pacientes?
Ela pode auxiliar buscas, mas não substitui o atendimento médico e deve seguir critérios éticos.
Qual o papel da Ideia Goiás no cenário nacional?
Interpretar a resolução, orientar práticas éticas e oferecer estratégias seguras de comunicação médica para todo o Brasil.



